Compartilhando Leituras: Memórias da Plantação de Grada Kilomba

Compartilhando Leituras: Memórias da Plantação de Grada Kilomba
fevereiro 1, 2020 Priscila Kikuchi

Compartilhando Leituras

Memórias da Plantação, de Grada Kilomba

Por que comprei esse livro

Desde que vi a exposição de Grada Kilomba em São Paulo fiquei interessada em adquirir e ler essa obra. Além disso, ela aborda um tema que é de interesse pessoal e que também faz parte dos conteúdos do Teoria Feminista que é o colonialismo e a colonialidade, e como isso está totalmente relacionado com o racismo.

Por que me interessei pelo tema do livro

Acredito que não é novidade para ninguém que já acompanha o trabalho do Teoria Feminista que as produções e reflexões sobre raça e gênero são recorrentes por aqui. É algo que não nos furtamos de ficar de fora e encaramos como uma responsabilidade ética e que nos provoca constantemente na luta contra o racismo e anti-racista.

Reconhecer que o racismo é uma prática cotidiana e que afeta cotidianamente mulheres e homens negros é essencial se realmente quisermos passar por um processo de descolonização das nossas mentes e práticas principalmente enquanto feministas.

Quais foram as minhas sensações ao ler o livro

Sinceramente eu não sei nem explicar! Particularmente achei uma leitura muito gostosa de se fazer no sentido de que ela explica muito bem os conceitos e articula muito bem o campo de pesquisa dela com as suas teorias e construções analíticas, o que torna uma leitura relativamente fácil de acompanhar.

Eu senti tantas coisas lendo esse livro. A cada conclusão que Grada Kilomba me apresentava nessa obra me fazia respirar fundo, e sentir todo o meu mundo desabar mas no bom sentido! Fiquei de boca aberta em vários momentos enquanto lia a obra, e posso com toda certeza dizer que foi uma das literaturas que mais me ensinou sobre branquitude e sobre feminismo. Sinto que posso trilhar um caminho para ser uma feminista melhor depois de ter lido esse livro.

O que achou mais bonito?

A forma como ela trata as histórias das mulheres que ela entrevistou na elaboração da pesquisa, e dessa obra que é o resultado da mesma. Se eu fosse professora de metodologia ou coisa do tipo, indicaria a parte 3 do livro para minhas/meus alunos/as lerem porque é muito bom. A Grada Kilomba se tornou um exemplo de como fazer uma pesquisa que não vê o campo como objeto, mas reconhece sujeitos/as.