Falando sobre pornografia

Falando sobre pornografia
outubro 4, 2019 Priscila Kikuchi

Quando tinha mais ou menos 15 anos, escondida dos meus pais é claro, comecei a ter mais contato com a pornografia. Eu sentia um misto de fascínio e culpa.

O primeiro por conta do período das descobertas e o outro, por conta da minha tradição religiosa na época. Muito, mas muito tempo mesmo passou. Me tornei feminista. Daí veio a onda do “pornô feminista”. Fui dar uma olhada.

Sinceramente, pouca diferença. Um dos piores efeitos do pornô na minha vida antes de ser feminista e depois também, foi acreditar que eu precisava ser magra para ter um desempenho sexual pleno.

O pornô criou na minha cabeça a ideia de que eu só poderia fazer sexo se eu tivesse um corpo magro, e por não conseguir, esse tipo de exigência chegou a ser até mais eficaz do que a noção de pecado da religião!

Eu demorei muito para ter a minha primeira relação sexual, e até hoje tenho um pouco de dificuldade de imaginar o meu corpo gordo fazendo sexo. Os vídeos de sexo com mulheres gordas são horríveis, cheio de estereótipos da gorda que é um saco sem fundo! Eu não me vejo ali.

Essa é a minha história com a pornografia, e na minha opinião, que se funda na minha experiência, nenhuma forma de pornografia é boa, nem a Feminista. E você? O que acha da pornografia? Também tem alguma história pra contar?