Saúde da Mulher

Saúde da Mulher
agosto 30, 2019 Priscila Kikuchi

Nesta última semana de agosto comemoramos o dia dx pisicólogx e o dia nacional da visibilidade lésbica. Os “posts” e as reportagens vinculados/as à estes temas destacavam a preocupação com a saúde da mulher.

Quando falamos de saúde da mulher, é preciso ir além do seu aspecto biológico. Existem dois determinantes que precisam ser levados em conta: os pisicosociais e os socioeconômicos.

São nos relacionamentos cotidianos como trabalho, família, amigos, namoredxs, parceirxs sexuais, etc, que estes determinantes escancaram as desigualdades sociais, que constroem a ideia, e as condições materiais para que as mulheres sejam tradicionalmente consideradas “sexo fraco”.

Embora as mulheres vivam mais, seu estado de saúde é pior e são mais mortais que a dos homens. As mulheres possuem uma maior predisposição à desenvolverem doenças crônicas.

De acordo com alguns dados do Plano de Desenvolvimento das Nações Unidas, as duas situações que mais comprometem a saúde da mulher são: 1) No momento de gravidez e parto. Estima-se que cerca de 300.000 mulheres morrem anualmente de causas relacionadas à gravidez, parto e abortos clandestinos. 2) Situação econômica. De todas as pessoas pobres no mundo, 70% são mulheres.

Resumindo, podemos dizer que, a saúde da mulher, também é condicionada por determinantes psicossociais e determinantes socioeconômicos e produtivos, sendo gênero um determinante transversal entre outros como idade, classe social e etnia que podem introduzir mais fatores de risco.

O autocuidado e o auto-amor não são palavras mágicas, mas sim um apelo para que nós mulheres possamos realmente tomar o poder sobre as nossas vidas no que tange a saúde. Precisamos buscar, e reivindicar o cuidado terapêutico e informações sobre saúde reprodutiva. Temos o direito de viver com qualidade de vida. Precisamos estar bem para esmagarmos o patriarcado!

 

Referência: GASCÓN, Maria Luisa Grande. Salud Feminina. In. COLLING, Ana Maria e TEDESCHI. (org). Discionário crítico de Gênero. Dourados. MS, 2015.