Teorias Feministas: pós-colonial e de(s)colonial.

Teoria decolonial

Sua proposta é desprender-se de uma maneira de pensar que classifica as pessoas como inferiores e superiores.  Essa lógica origina as diversas formas de desigualdade dando origem a condição de colonialidade (QUIJANO, 2007), (MIGNOLO, 2007).

Colonialidade é um sistema de classificação universal.

As pessoas são classificadas com base na sua origem, suas condições financeiras, e seu sexo (raça/etinia, classe social e gênero).

A humanidade é classificada por um sistema hierárquico que é sustentado por um sistema econômico (COSTA, 2013), perpetuando a ideia difunde a ideia de que a existem pessoas que valem mais, e outras que valem menos.

Feminismo decolonial

Denuncia a existência de uma indiferença em relação às violências promovidas pelos sistemas sociais que afetam negativamente as mulheres não brancas/europeias através da colonialidade de gênero.

Colonialidade de gênero, é o termo utilizado para se referir a um sistema de classificação que hierarquiza as mulheres em relação aos homens, e as mulheres em relação a outras mulheres a partir da sua raça/etnia e classe social (LUGONES, 2014).

Teoria pós-colonial

Procura através da superação da dicotomia natureza/sociedade e sujeito/objeto, reconstruir a história a partir das experiências das vítimas, isto é, dos grupos sociais excluídos (SANTOS,2006).

Questiona a forma como foi/é produzido o conhecimento no mundo, a partir de processos de dominação que legitimaram o exercício e o abuso do poder contra os grupos marginalizados/subalternos apagando os seus conhecimentos e suas histórias. (SPIVAK, 2010, p.67).

Feminismo pós-colonial

Faz críticas intelectuais que visam desconstruir a idealização das “mulheres de terceiro mundo”. Denuncia práticas e análises vindas de feministas brancas da Europa sobre as “outras” mulheres de maneira pejorativa e preconceituosa (MOHANT, 2008).

Promove a ideia de uma descolonização do conhecimento e do que se fala sobre as mulheres consideradas “outras” (CASTILLO, 2014), mostrando como elas mesmas se definem e praticam o seu feminismo (NAVAZ, 2015).